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"Joaquim Chissano" projecta centro de saúde para Zitundu:


Presidente da Fundação servindo comida as crianças (foto: Ivo Jambal)A Fundação Joaquim Chissano pretende ver instalado, a partir deste ano, se possível, um centro de saúde no posto administrativo de Zitundo, distrito da Ponta d'Ouro, para minimizar o sofrimento das comunidades locais que são obrigadas a percorrer longos percursos para ter acesso aos serviços sanitários. Este facto foi revelado, no último sábado, por Joaquim Chissano, presidente da fundação com mesmo nome, no decurso de um almoço oferecido, pela sua fundação, a um total de 700 crianças, de várias idades, provenientes de diversos locais nomeadamente Ponta d’Ouro, Ponta Mamole, Ponta Malongane e Salamanga.

Com efeito, segundo Joaquim Chissano, já estão em curso campanhas de angariação de fundos para a materialização desta intenção e dependendo da celeridade de resposta dos parceiros da fundação, as obras poderão arrancar ainda este ano para dentro dos próximos dois anos poder-se ter o centro de saúde edificado e em funcionamento pleno. A construção de um centro de saúde naquele local recai pelo facto de Zitundu ser uma das localidades mais pobres do país, apesar de ser bastante promissora para o futuro dado que possui diversas condições para a pratica da actividade turística. “Queremos ajudar em algo que possa contribuir para a melhoria de vida das populações locais e participar no seu desenvolvimento”, referiu Joaquim Chissano, ex-presidente da República.

Chissano que falava no decorrer do almoço, oferecido a centenas de crianças daquele distrito, com objectivo de proporcionar um momento de confraternização e reflexão  junto  com a comunidade local sobre o papel que a fundação, da qual é patrono, pode fazer para ajudar a minimizar e aliviar o sofrimento que se vive.

Dirigindo-se a pequenada, o presidente da “Joaquim Chissano” transmitiu importantes lições sobre a importância e os valores da paz, como forma de conservar este valioso bem, para o desenvolvimento das nações com recurso a acções concretas. “Estamos num período pós-guerra e, é, portanto, necessário desenvolvermos actividades que nos possam auto-educar para que possamos alcançar e manter uma cultura de paz definitiva”, disse Chissano, para quem a cultura de paz é conseguida com trabalho e a medida que se for andando são conseguidos outras ideais para que haja uma cultura de trabalho para o desenvolvimento.

De acordo com Joaquim Chissano, este é apenas o começo de uma caminhada, iniciada no ano passado, com a qual se pretende alcançar resultados de um rico contributo para muitos moçambicanos.

Durante a festa, a fundação ofereceu, aos petizes, cadeiras de rodas as portadoras de deficiência e alguns pares de muletas, para além de pacotes diversificados de material escolar para uso ao longo do presente ano lectivo.

in Jornal Notícias

 
 

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