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Joaquim Chissano em Matsequenha


Presidente da Fundação servindo comida as crianças (foto: Ivo Jambal)Cerca de 300 crianças desfavorecidas e deficientes de Matsequenha, 40 quilómetros do distrito de Namaacha, tiveram, na tarde do último domingo, um almoço natalício organizado pela Fundação Joaquim Chissano.

Trata-se da primeira acção do género organizado pela fundação que existe apenas a um ano. E segundo os organizadores do evento, é o início de uma série de actividades de carácter social que a mesma espera levar em diante.

Leonardo Simão, director executivo da agregação, reconheceu o facto de as crianças de Matsequenha merecerem muito mais que um almoço, mas que de momento foram aquelas as capacidades que a fundação teve para felicitar os menores.

Acrescentou que aquele acto servia para dar conforto aos petizes de modo a que saibam que mesmo distante elas têm quem se recorda delas.

“Essas crianças são iguais às outras de vários lugares por isso optamos por elas para lhes proporcionar um natal diferente e um pouco melhor”, disse Leonardo Simão.

Para o director executivo da “Joaquim Chissano”, aquele acto é o ponto de partida para diversas actividades que a fundação pretende levar em diante de modo social e económico das populações daquela localidade.

Em relação à escolha de Matsequenha, o nosso interlocutor disse que era para mostrar que a pobreza existe em todas as províncias do país e que só será combatida se todos os moçambicanos estiverem directamente envolvidos nessa frente.

Leonardo Simão disse ainda que o processo de ajuda da comunidade de Matsequenha depende de dois recursos: a criação de centros de formação vocacional e técnica, onde as pessoas possam aprender a produzir recursos para de seguida ajudá-las a dar os primeiros passos no caminho do desenvolvimento com o devido acompanhamento.

Por sua vez, Artur Chindandale, administrador do distrito da Namaacha, disse que o almoço é motivo de orgulho para as crianças daquela localidade, o que mostra que existem pessoas que sabem que Matsequenha existe e carece de uma ajuda. Acrescentou que o Governo reconhece a necessidade de dar apoio às populações daquele local, mais que tudo, deve ser feito de forma coordenada para que todos possam ser beneficiados.

Para o administrador da Namaacha, este é o momento certo para abrirem-se as portas do desenvolvimento da localidade e acabar com a pobreza que afecta as cerca de 1800 famílias que habitam na localidade.

in Jornal Notícias

 
 

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